MUITO
PRAZER, KITESURF!
Matéria: Quebrando Tabus: Kitesurf
Local: RIO DE JANEIRO
Texto: Marcello Cavalcanti
Fotos: André dos Santos
O kitesurf é
um esporte relativamente novo no cenário
mundial. Foi inventado em 1984 pelos irmãos
franceses Bruno e Dominique Legaingnoux, mas
começou a se popularizar principalmente
a partir dos anos 2000 com a criação
do Kiteboard Pro World Tour.
Hoje, o esporte é bastante difundido
e se encontra em franca expansão, com
campeonatos mundiais, cateogorias distintas,
atletas de ponta, manobras inéditas,
tubos em ondas e novas tecnologias em equipamentos.
Mas, para os entusiastas de outros esportes
náuticos ou de prancha, como o surf,
bodyboard, wake, skate e snowboard, o kitesurf
parece um pouco perigoso ou complexo. Tudo por
causa das linhas que conectam a barra ao kite,
tidas como cortantes quando estão em
alta velocidade, e a aparente dificuldade e
grandiosidade do equipamento - as pipas tem
entre 7 e 18 metros quadrados; além dela,
é necessário ter uma prancha,
barra, linhas e trapézio (cinturão
abdominal para conectar a barra) - sem dúvida
um "trambolho" se comparado a surf
ou skate.
Para quebrar este tabu, o Triboaventura se coloca
novamente diante do desafio. Após matérias
de sucesso desvendando os mistérios do
skate downhill e da escalada, chegou a vez do
"indomável" kitesurf. Para
isso, eu fui destacado para aprender o esporte
e provar que qualquer um pode se iniciar no
kitesurf. Siga o relato das aulas e veja como
você também pode se aventurar!
Tive aula durante
o mês de fevereiro com o Instrutor
Leonardo, do Rio Kitesurf School, baseado
no Kitepoint Rio (Quiosque nº 07 na Av.
do Pepê - Brarra da Tijuca)
As aulas foram realizadas
sempre que ventava o suficiente para que elas
ocorressem - a partir de 15 nós, melhor
direção (Barra): Leste
1ª aula - 04/02:
Primeiro contato: Controlando o foil
Após quase um mês de expectativas e sem
vento no Rio de Janeiro, conseguimos enfim marcar
a primeira aula de kitesurf, já no fim
de tarde. O instrutor Leo passou ao meu comando
um foilboard, que vem a ser um kite bem pequeno,
de 2 linhas, todo inflável, para uso
apenas na areia, para aprender os controles
básicos - colocá-lo na posição de meio-dia (acima
da cabeça) descê-lo para 11, 10 e 9 horas, e
depois para 13, 14, e 15 horas. Aprendi também
a descê-lo suavemente na mão do instrutor, para
os dois lados.
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| O
foil - pipa para aprendizado na areia |
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2ª aula - 09/02:
Um Kite de verdade
Na segunda aula, marcada uma semana depois,
Leo me passou o comando na areia de um kite
normal, de 4 linhas, tamanho 7. Aprendi também
a conectar o kite nas linhas corretamente -
atenção ao lado vermelho, sempre
na esquerda; O boardo de Ataque e boardo de
Fuga; e o uso da barra, que fica ao alcance
das mãos e serve literalmente para comandar
o kite.
Fizemos uma aula de aprox. 1 hora na areia,
comandando o kite para as posições - meio-dia,
11, 10, 9, etc - e também a dar o chamado "power
" no kite, quando você o coloca para receber
maior quantidade de vento e conseqüentemente
arrastar o kitesurfer.
Neste momento, o aluno fica sentado na areia,
a fim de não ser arrastado por grandes distancias.
Foi feito ali o meu primeiro contato com a força
do vento. Muita animação para a próxima aula!
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| O
primeiro contato de Marcello com a pipa
de 4 linhas... |
...
e o primeiro contato com as linhas |
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| Leo
mostrando ao nosso aluno como se faz o comando. |
Marcello
pousando o kite na mão do instrutor |
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| Sentado
para não ser arrastado |
O
instrutor Leo entre um ex-aluno (esq) e
Marcello |
3ª aula - 10/02:
E tome água na cara!
Na terceira aula parti com o Leo já quase
anoitecendo, (18:30) para o mar da Barra da
Tijuca, para fazer meu primeiro bodydrag,
que vem a ser literalmente: ser arrastado pelo
kite na água, sem prancha. Aí sim você começa
a brincar! O power do kite chega a ser um pouco
impressionante, assustador para quem nunca teve
contato com esportes náuticos como vela, windsurf,
etc. Mas logo você está se divertindo, sendo
arrastado com força pela água. Pena que o vento
já estava fraco a esta hora, então a aula foi
um pouco curta.
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| Entrando
com Leo n'àgua |
...
e saindo, após o bodydrag |
4ª aula- 16/02:
Superman noturno
No final de uma sexta-feira muito agitada para
Leo, com muito vento e muitos alunos, entramos
enfim na água para fazer o segundo bodydrag,
desta vez com variações para Superman,
que é a manobra ensinada para se poder recuperar
a prancha, caso você a perca durante a pratica.
Tive lições de como entrar na água, varando
a arrebentação, e até que fui bem nesta parte.
Porém o horário (19h) prejudicou um pouco;
o vento já estava quase terminando, então não
consegui direito executar nem o bodydrag
nem o Superman; o kite caiu na água
e foi um desafio imenso levantá-lo de novo,
com pouco vento e todo encharcado.
Acabamos saindo da água pouco mais de 20 min
após entrar, sem muito sucesso. Confesso que
fiquei bastante decepcionado com a minha atuação
pífia. No final, ainda aprendi a esvaziar
a dobrar o kite.
5ª aula - 17/02
Finalmente, condições plenas!
Enfim um bodydrag decente! Ficamos muito
tempo na água, e consegui executar o tal arrasto
com mais controle, alem de ter aprendido como
fazer o Superman. A diferença desta vez
ficou por conta do vento, soprando forte a 18
nós, facilitando muito o comando do kite. Derrubei
a pipa n'água algumas vezes, mas consegui rapidamente
redecolá-la com o Leo apenas orientando.
Sem duvida foi a aula mais empolgante até agora,
desta vez senti que realmente posso aprender
esse negócio!
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| Marcello
se prepara para entrar n'água mais
uma vez |
...
e desta vez, sucesso no comando do kite |
6ª aula -23/02:
Bodydrag e re-decolagem
Mais um dia de muito vento na Barra, fizemos
uma aula excelente! Bodydrags para esquerda
e direita, Supermans e a novidade do
dia: aprendendo a re-decolar a pipa, caso ela
caia n'água. Ventando do jeito que tava,
ficou bem mais fácil executar esta manobra
do que na 4ª aula, quando o vento era fraco.
Nesta aula senti que ganhei muita confiança
e controle da pipa; Ja consigo manejá-la
com certa facilidade.
Também entrei e saí do mar sozinho,
sem o auxílio de Leo, ainda pousei a
pipa na mão dele fora d'água.
Segundo o Leo, a próxima aula será
com a prancha, enfim. Ahh muleque!!
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| Marcello
entrando n´'agua para sua última
aula de Bodydrag |
...
e Leo "caçando" o kite,
ou seja, dando mais power a ele, devido
ao vento |
7ª aula -27/02:
Water start enfim!
Depois de 6 aulas e muita ansiedade enfim entrei
no mar para experimentar a pipa com a prancha.
Entramos de bote, o instrutor Rogério
(O Léo não pode comparecer ) outro
aluno, André, e eu. André foi
primeiro, pois já é a sua segunda
aula com a prancha. Depois de quase 1 hora de
espera e muuuita observação, chegou
a minha vez! Consegui ficar de pé de
primeira, mas logo caí de cara n'água.
Confesso que achei que seria mais difícil
se levantar do que realmente foi; o complicado
foi se manter em pé depois do segundo
comando no kite. É verdade que pela hora
que eu entrei n´água, e pela distância
que já estávamos do posto 2, o
vento já estava um pouco mais fraco;
com isso, deixei a pipa cair n'água na
6º tentativa de ficar em pé, e não
consegui re-decolar a maldita, por causa da
falta de vento. Fim de aula para mim, e grande
expectativa para a próxima com prancha...
8ª aula -05/03:
Bungee jumping ou kitesurfing?!
A mais desafiadora das aulas foi esta de hoje.
Passei uma hora dentro d'água com a prancha
e pipa,(11), tentando ficar de pé e velejar
de downwind (A favor do vento), sempre acompanhado
pelo Léo no bote, dando as dicas. Ficar
de pé até não é
o mais complicado. Sustentar a pipa por longo
tempo que me pareceu ser o problema. Aí
vem as quedas n'água, arrastos sem necessidade,
perda de prancha.. não é fácil
como parece, depois que voce pega o controle
no bodydrag, mas também não é
impossivel. O engraçado é quando
eu fazia algum movimento brusco com a barra;
cerca de meio segundo depois eu estava sendo
estilingado para o lado oposto, me sentindo
em um bungeejumping... ficamos até o
escurecer e o vento enfim terminar.
9ª aula -15/03:
UHUUUUU!!
Aprendi!! Caiu a ficha para mim! Consegui
"orçar" pela primeira vez,
que é o movimento contra o vento, em
zigue-zague, para se manter na mesma linha e
não ser carregado vento abaixo. A partir
daí, é só alegria. A pipa
já não cai tanto n'água,
perdi a prancha pouquíssimas vezes, e
sempre a recuperei muito rápido. Entrei
e saí do mar sozinho, sem ajuda de bote.
Enfim estou velejando (ainda que mais ou menos)
e me divertindo com este novo esporte para mim.
Só tenho a agradecer ao Léo e
o Rogério pelas aulas e ao Triboaventura
por esta oportunidade! Valeu galera, vou velejar!
 |
| Marcello
entrando n´'agua controlando a pipa |
...
e dando seu primeiro velejo sozinho |
Você que deseja aprender o kitesurf, faça
como o Triboaventura.com:
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Escola: Rio Kitesurf
School
Responsável: Leonardo Oliveira da Silva
Tel: (021) 24290092 / (021) 88586998 Email:
loskites@ig.com.br
Cidade: Rio de Janeiro / Estado: RJ
End. Completo: Av. Do Pepê, quiosque 7 (Kitepoint
Rio). Praia Barra da Tijuca |
Onde praticar na cidade
do Rio de Janeiro: Barra da Tijuca
A praia da Barra da Tijuca, mais precisamente
em uma faixa de aprox. 400m. de areia entre
os postos 2 e 3, é a área autorizada
pela prefeitura para pousos e decolagens de
kitesurf, de forma a preservar os banhistas.
Ali instalaram-se dois clubes/ associações
de kite, o KitePoint Rio e o K08, cada qual
tendo como sede própria dois quiosques,
onde pode-se obter informações
sobre aulas e condições do vento,
além de serem o point da galera que pratica
o esporte no Rio.
KitePoint Rio - Av. do Pepê, quiosque
nº07
Tel. para informações: Kenny:
21-92000418
site: www.kitepointrio.com.br
K-08: Av. do Pepê, quiosque nº08
www.k08kitesurfclub.com/